Economia

Brent supera US$ 100 após colapso de negociações entre EUA e Irã

Trump anuncia bloqueio naval ao Estreito de Ormuz após Irã rejeitar exigências nucleares americanas
Trump anuncia bloqueio Estreito de Ormuz petróleo com impacto nas rotas comerciais

O petróleo rompeu a barreira dos US$ 100 neste domingo (12) depois que as negociações entre EUA e Irã terminaram sem acordo em Islamabad, no Paquistão. O barril Brent subiu 6,80%, para US$ 101,93, e o WTI avançou 7,98%, a US$ 104,27.

As conversas, que duraram 21 horas na capital paquistanesa, fracassaram após o Irã rejeitar as exigências americanas sobre o programa nuclear. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, confirmou o impasse ao deixar o país na madrugada deste domingo.

Donald Trump anunciou nas redes sociais que a Marinha dos EUA iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz, principal rota marítima do petróleo global.

21 horas sem acordo em Islamabad

As negociações de “alto nível” aconteceram com JD Vance em contato constante com Trump e membros do governo americano durante toda a rodada. Ao encerrar as tratativas, Vance afirmou que Washington exige um compromisso claro de que o Irã não desenvolva uma arma nuclear nem os meios para obtê-la rapidamente — condição que Teerã rejeitou sem hesitação.

Com o fracasso das conversas, Trump escalou o tom e anunciou medidas concretas: a Marinha americana bloqueará o Estreito de Ormuz para cortar os cerca de 2 milhões de barris de petróleo iraniano que ainda passam diariamente pela rota. O objetivo declarado é pressionar a economia do Irã até que o país ceda nas negociações nucleares.

Estreito de Ormuz sob controle iraniano

O fluxo de navios no estreito já estava reduzido neste domingo devido ao controle exercido pelo Irã sobre o tráfego na região. A maioria das empresas de navegação evita operar na área desde o início das hostilidades — movimento que já pressionava os preços do petróleo mesmo antes do anúncio de Trump.

Menos de uma semana antes das negociações em Islamabad, Trump havia fixado um ultimato ao Irã com linguagem agressiva, ameaçando destruir usinas de energia e pontes caso o Estreito não fosse reaberto. Teerã ignorou o prazo e manteve o controle sobre a rota.

Padrão de colapso diplomático se repete

O fracasso desta rodada repete um padrão já visto dias antes: em abril, um cessar-fogo anunciado entre EUA e Irã durou menos de 24 horas antes de o Estreito de Ormuz ser novamente fechado. A instabilidade diplomática tornou-se a principal variável nos preços da commodity.

Desde o fechamento do Estreito em fevereiro, o petróleo já havia acumulado altas históricas — com o WTI chegando a bater US$ 119 o barril em um único dia, antes de recuar com declarações de Trump sobre um fim iminente do conflito. A nova disparada acima de US$ 100 reacende o alerta sobre a volatilidade da commodity enquanto a crise no Oriente Médio permanece sem solução diplomática.

A manutenção do bloqueio pode restringir ainda mais o fornecimento mundial de energia e ampliar o impacto da crise energética nos países importadores. Para o Brasil, que importa derivados de petróleo, a alta prolongada representa pressão adicional sobre combustíveis e inflação.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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